22/01/16

Michael Caine: Branco? Sim, mas nem racista nem bronco

El actor británico Michael Caine opinó este viernes que las nominaciones de actores negros a los premios Oscar no deberían estar motivadas por el simple hecho de añadir "diversidad" étnica, con lo que se sumó a la polémica generada en Hollywood por la ausencia de intérpretes de color en la gala de este año.

En declaraciones a la emisora británica Radio 4, el veterano intérprete, de 82 años, analizó la falta de actores negros nominados este año en las categorías de Mejor Actor y Mejor Actriz en la gala que se celebrará el 28 de febrero.

Este hecho ha generado malestar entre varios conocidos cineastas y actores como Will Smith y Spike Lee, quienes ya han indicado que no asistirán a la ceremonia de este año como señal de rechazo ante la ausencia de minorías étnicas en la Academia.

"Hay muchísimos actores negros. Al final, no puedes votar por un actor solo porque sea negro. No puedes decir 'le voy a votar, no es muy bueno, pero es negro", argumentó Caine.

El actor inglés esgrimió que para ser nominado "debes hacer una buena interpretación" al tiempo que comentó que le pareció "maravilloso" el papel del también británico Idris Elba (que participa en Beasts Of No Nation) aunque no haya sido nominado.

3 comentários:

Graca Nazare disse...

O problemna está em que até há actores e realizadores negros excelentes e a Academis não lhes dá visibillidade. Chi-raq, por exemplo, é um excelente filme do Spike Lee, com excelentes interpretações de actores de ambos os sexos. Muito mais interessante que a velha historinha de sobrevivência com o DiCaprio. Mas é polémico, só tem um actor branco e centra-se numa questão muito negra. Como este há outros.

Miguel Serras Pereira disse...

Cara Graça Nazaré,
é verdade que o racismo, as crenças religiosas, as convicções políticas, etc. podem interferir na atribuição de prémios e distinções. No entanto, não me parece que a questão se resolva por quotas que estipulem a inclusão de cada vez mais categorias, estabelecendo, por exemplo, que x prémios devem ser para negros, x para a orientação sexual A, x para a B, x para a C…, além de x para fiéis do islão, x para cristãos, x para budistas, x para ateus e assim por diante. Já viu a salgalhada a e a desvalorização dos prémios que essa lógica acarretaria?

Saudações democráticas

jose guinote disse...

Embora o racismo seja ainda uma questão fortíssima na sociedade americana são várias e distintas as formas de discriminação e opressão que hoje, mais do que nunca, identificam a América. A começar, obviamente, pelo facto de ser a sociedade mais desigual à face da terra. Até porque, contrariamente ao que acontecia no inicio do século passado, os negros deixaram de ser uma comunidade homogenea, marcada pela pobreza, pela exploração e pela ausência de direitos, para passarem a ter no seu interior os winners e os loosers, as vitimas e os repressores, os sem direitos e os que abusam dos direitos, os sem poder político e aqueles que dominam o poder político.
Dito isto concordo com a posição do Miguel. As quotas na atribuição de prémios artísticos são, em primeiro lugasr, uma nova forma de discriminação daqueles que se pretende tratar como iguais, como tendo os mesmos direitos.
As quotas implicam sempre uma nova discriminação e uma nova prepotência: alguém com mérito bastante é excluído porque o critério deixa de ser o mérito.