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15/03/11

Mangualde beach e a rua árabe

Tom Waits não se referia aos árabes mas que estava damn right estava: (...) vivemos no meio de uma revolução e ninguém sabe de que lado vêm as pedras. Se ao desabafo de Waits juntarmos um aforismo atribuído a Twain, conseguiremos um zoom aproximado à cena actual. E o que Mark Twain terá dito foi: A profecia é um género muito difícil, sobretudo quando aplicado ao futuro.
Andávamos, pois, bestialmente entretidos com o gigante chinês, o aquecimento global, as duas Coreias, a crise do Euro e a praia de água salgada projectada para Mangualde quando o pessoal árabe resolveu sair à rua.
O preço dos combustíveis disparou, foi-se o milhão de Magalhães que ia ser exportado para a Líbia, e até a Nelly Furtado perdeu dinheiro ao anunciar no Twitter ir doar o milhão de dólares que recebeu em 2007 para cantar para Kadhafi, ainda o homem não era um ditador anacrónico.
Neste estado de coisas, suspenderam-se as chinesices e regressou-se aos árabes. Alguns correram a ligar a Al Jazira. Eu – sem televisão há já um bom par de anos por recomendação de uma junta médica – pusera-me à procura na estante d' O Quarteto de Alexandria.
Entretanto, cresce o número de interessados nos direitos humanos na Líbia, assunto que, dizem os cínicos, tem qualquer coisa que ver com petróleo, o que talvez seja verdade até porque segundo consta Diógenes, o maior de todos os cínicos, tinha por casa um barril.
Adiante. Não encontrei o Durrell mas tropecei na Bíblia do Humor Judaico, o que também me deu jeito. Cito:

Um passarinho caiu do ninho num dia de muito frio. Pia desesperadamente até que passa um menino que o agarra e coloca num monte de estrume ainda quente. O passarinho, quentinho, desata a cantar em louvor do salvador. É então que passa uma raposa que, ao ouvi-lo, pula de contentamento e o devora.
Moral da história.
1º: Nem sempre aquele que te põe na merda te quer mal;
2º: Nem sempre aquele que te tira da merda te quer bem;
3º: Porquê cantar quando se está na merda?
No fundo, está tudo nos livros.

02/03/11

Além de ser um déspota e mais feio do que o Valter Lemos ainda tinha que gostar da Nelly Furtado


moi: olha lá
J.: dize
moi: imagina que eras a Nelly Furtado
J. : ok
moi: ou, God forbid, a Mariah Carey ou a Beyoncé
J.: mamas grandes yaaaaayyyyyyyy
moi: e sobretudo muuuiiiiito dinheiro
J. : espectáculo
moi : a sério, faz um esforço
J. : onde é q assino
moi: és famosa que dói
tens uma conta bancária que não fazes ideia
o mundo idolatra-te
certo, a parte do mundo foleira, mas estás em maioria
podes escolher jantar em Paris ou em Buenos Aires, é a mesma merda
e ir de jet privado
e ainda te sobram uns trocos para viveres à larga nos próximos 150 anos se tiveres juicinho e não gastares tudo em coca
J.: vale e dp?
fura-se-me uma mama?
moi: aceitas ir cantar quatro músicas à festa de anos do Khadafi, mesmo que o gajo te pague um milhão de dólares?
ou à festa de anos de qq pessoa, mesmo boas pessoas
enfim, se fosse alguém porreiro a convidar, ainda era uma honra, mas aí ias gratuitamente, right?
agora um milhão para cantar em festas de filhos de ditadores?
festinha privada, como se não tivessem onde cair mortas e andassem a rebolar-se pelos karaokes da vida?
não é um bocado preço de saldo?
J.: é uma vergonha, de facto
posso ficar com as mamas?

Roubado (off course) a MORGADA DE V.