18/09/11

Porfírio Silva e o Espírito de Perseguição da UCP

Dificilmente será novidade para alguém que o "esplendor da verdade" da lei divina, de que a Igreja de Roma se declara detentora e única intérprete legítima, tem por alvo privilegiado e inimigo directo o esplendor da liberdade e da responsabilidade humanas e a ordem democrática da cidade. Mas que a República Portuguesa possa reconhecer, avalizar e apoiar uma universidade — a UCP — que tem por boas práticas aquilo que o Porfírio Silva descreve, num post chamado Uma História Pouco Católica  devia ser motivo de protesto e acção organizada por parte de todos aqueles para quem a cidadania não é uma palavra vã. Oxalá os corvos venham a ter de queixar-se de que os amigos da democracia não se cansam de lhes mover guerra.

9 comentários:

Anónimo disse...

Do mais recente volume dos Seminários de Castoriadis," Criação Humana, IV ", este extracto muito importante sobre o sentido e significado histórico e social de heteronomia e alienação, justamente, textos que não se perderam como aconteceu aos dos seminários(2) do célebre mês de Janeiro de 1985, sobre Platão e Aristóteles... E, acima de tudo, junto o meu protesto aos de tantos outros contra a irradiação da candidatura de Porfirio Silva do Ensino na UCP de Lisboa.Que martírio!
" Por que é que utilizo o termo de " heteronomia " em vez do de " alienação"? Porque o termo de " alienação " é também teológico, implica( e não é um azar, provém de Hegel),que o espirito se perde exteriorizando-se. Haveria como que uma substância verdadeira do homem que se perde dessa forma, quer porque se materializa, ou se exterioriza, ou que, como na obra de Marx,o produto dessa substância verdadeira, ou as faculdades de que é feita, estão subjugadas a outrém, classe ou sistema impessoal. Ora não existe verdadeira substância que se retire do homem, o homem só vive exteriorizando-se, e a partir do momento em que se exterioriza- e também aí será preciso renunciar ao fantasma da qualificação total- não é mestre do que depositou ou cristalizou da sua acção, ou dessa acção. Essa ausência de controlo da actividade propriamente dita é uma alienação? Não. Dois exemplos: o do político e do artista. Curiosamente,isso,alguém como Trotsky sabia-o. Digo curiosamente porque ele se reputava marxista - e mesmo perfeitamente ortodoxo. Porém, escreveu em " A minha vida ", que todo o verdadeiro escritor conheceu esses momentos onde uma mão mais forte que a sua guia a caneta; e que a revolução é isso: "um momento de inspiração "- " fusão criadora do consciente com o inconsciente " na história ". Niet

Anónimo disse...

Acho muito normal que quem escreve textos a protestar pela vinda a Portugal do Chefe da Igreja Católica não seja admitido numa faculdade de filosofia da Universidade Católica.
De lamentar apenas que isso não tenha sido logo explicado ao candidato.

Bruno Peixe disse...

Caro Anónimo das 16:22,

Sabe o que não é normal? É que instituições que, para além de estarem submetidas à lei geral, ainda por cima beneficiem do erário público, se atrevam a declarar alto e bom som o seu desrespeito ao princípio constitucional da não discriminação.
Dito de outro modo, ao princípio que proíbe o tratamento desigual em razão das convicções políticas ou religiosas.
Aliás o que está aqui em jogo não é, fundamentalmente, uma questão de convicções, mas sim um claro sinal para aqueles que se atrevem a manifestá-las publicamente.
Dada a escassez de empregos, quantos não são aqueles que, a partir de agora, pensarão duas vezes antes de assumirem publicamente uma opinião?
E olhe, a actuação da UCP não seria mais digna se tivessem avisado o candidato mais cedo.

Miguel Serras Pereira disse...

Claro, Bruno. Se a UCP quer ser sede de profissão de fé e de exigência de profissões de fé, deve renunciar a ser uma escola oficialmente autorizada a dispensar ensino oficial. Trata-se de uma eigência mínima de qualquer concepção minimamente republicana da própria liberdade religiosa. Que é um princípio laico, convém não o esquecer.

Abraço

msp

Anónimo disse...

Os inocentes


Como todos sabem o Papa é o patrão das Universidades Católicas, até do ponto de vista jurídico [O decreto de criação foi emitido em Roma, no Palácio das Congregações da Santa Igreja Romana, dia 13 de Outubro de 1967, ao expirar o ano 50ºdas Aparições da Bem-aventurada Virgem Maria em Fátima, Portugal...], e como é lógico nenhum gestor de uma empresa está disponível para contratar empregados que se manifestam contra o patrão, mesmo antes de serem seus empregados.
Dito isto, a Igreja costumava apregoar: «Deixei vir a mim os inocentes». Desta vez mudou de opinião!

Miguel Serras Pereira disse...

Anónimo que se ri dos "inocentes",

recapitule lá melhor a matéria já aqui dada, tanto no texto do post como nos comentários do Bruno e naquilo que acrescentei nesta caixa.

A UCP não é uma organização religiosa, de natureza confessional, que pode reservar-se o direito de só admitir certos crentes, etc. É uma entidade que se comprometeu a prestar um serviço público, oficialmente reconhecido e regulado por critérios e normas vinculados à laicidade geral da República. Anda mal procedendo de outro modo e tão mal ou pior andam os órgãos de soberania que lhe toleram o comportamento abusivo e censório.

Compreendeu agora?

msp

Anónimo disse...

Para mim um livre pensador trabalhar numa Universidade Católica é algo como um antimilitarista que se alista na tropa...
Mas todos tem que viver até os pobres trabalhadores da polícia de choque!

Demo Gra Pia disse...

18/09/11
Porfírio Silva e o Espírito de Porco dos 12 mil investigadores de tretas e de pataluchos?

Ó seu Maníaco Sempre Possesso

ê arranjo-lhe um paper " o Sobreiro esse arboredo anacrónico"

ou Eucaliptus glo bule lus o bom
EucALIPTUS SAligna tamém nã é mau

dos Seminários de Castoriadis," Criação Humana, IV

isto vale umas milenas das grossas

não o quiseram fazer profe associado...

temos penas...

s'ele cuspisse menos na gamela e fizesse um bom professor

mas investigadores têm grandes egos

só dão pa reitores e camelos afins

ele que tente na Universidade de Évora ou da covilhã já lá tiveram merda peor...

ele há tantos inbestigadores geniais que só sabem rugir parvoeiras aos helenos e comer as helenas mai giras

especialmente as do 1º ano

logo mais um ou menos um

Demo Gra Pia disse...

A UCP não é uma organização religiosa, é uma Universidade com certo mérito que selecciona bons professores (Cavaco excluido)

ora contratar outro Cavacóide não ia melhorar muito o ensino na dita católica

de natureza confessional, que pode reservar-se o direito de só admitir certos crentes...de resto basta ver o que a católica tem em professores

há alguns físicos Panões...mas tamém há muitos anti-Panões

nã percebeu pois nã

vá ver a lista de profes da católica....