22/07/11

A nossa República Socialista

Algures neste mundo tão liberal, há um reino onde o Estado vela sobre cada alento dos cidadãos. Ali, o líder soberano distribui prebendas, excomunhões, planos quinquenais, obras mais ou menos úteis, propaganda. A rara imprensa com ânsias de independência luta contra ameaças de expropriação e concorrentes sustentados pelo contribuinte. A rebeldia individual implica o adeus a uma vida sossegada e próspera; só se medra à sombra benfazeja do chefe.
Onde jaz este último bastião do centralismo estatista? Em Cuba? Mais perto: no arquipélago da Madeira. Um tal regime só não é um cancro porque não tem grandes hipóteses de alastrar a mais lado algum. É antes uma espécie de quisto sebáceo; um traste embaraçoso que todos conhecem mas que é mais fácil esconder do que tratar.
Agora, o soba Jardim quer boleia da nova maré política para «endireitar as finanças da Madeira, (...) depois do roubo que os socialistas fizeram». É fácil traduzir: «venha mais dinheiro». Compreende-se que a "Festa da Banana" suscite tais declarações, logo após a recuperação de um momento lúcido do agora ministro Santos Pereira: «se a Madeira quiser, um dia poderá tornar-se independente».
Mas qual o escândalo? Está a elite madeirense farta do colonialismo lisboeta? Libertem-se. E libertem-nos da repetição destas ameaças bacocas, com bandeiritas da FLAMA, palhaçadas de acólitos a transpirar poncha, birras do nosso Mugabe insular. Vão pedir dinheiro a Marrocos ou à OUA. Mas deslarguem-nos.

4 comentários:

الرجل ذبح بعضهم البعض ولكن الخيول باهظة الثمن disse...

A MAdeira são também 500 mil emigrantes
que em tempos sustentaram a dívida pública

Tal como os dos Açores sustentaram a dívida nacional e os devedores nacionais com falências de caixas económicas faialenses e outras cavaquices e caldeiradas

se o soba madeirense gastou demais
é só cortar

o PSD não é o povo madeirense

nem Portugal pode dividir-se em parcelas só porque algumas dão prejuízo

porque senão deitavamos Lisboa a vogar no mar oceano

Lisboa Para Cuba disse...

Livramo-nos de mil e tal milhões de dívida directa e 5 mil milhões dos transportes associados

mas Lisboa são 500 mil pategos

e a Madeira são só 250 mil

Anónimo disse...

Essa de comparar Cuba, a braços com um bloqueio assassino há décadas, com o "bem bom" de Jardim, nadando nos rios de dinheiro que o governo da república para lá encaminha... tem nome, mas a boa educação não me aconselha a escrevê-lo aqui.

Luis Rainha disse...

Anónimo,

Outro ponto de divergência seria o pequeno "pormenor" de na Madeira ainda acontecerem eleições onde projectos políticos antagónicos procuram os voto dos eleitores; mas isso deve ser areia a mais para a sua furgoneta.