10/06/11

Reflexões sobre a derrota do Bloco de Esquerda

Tem surgido várias explicações sobre a derrota do BE - muito radical?, muito moderado?, as duas coisas ao mesmo tempo?, pouco aberto aos movimentos sociais?, etc.  Algo paradoxalmente, acho que todas essas explicações estão certas, e vou tentar explicar porquê.


Mas antes disso vou fazer dois apontamentos sobre os resultados do Bloco que têm passado despercebidos:

Em primeiro lugar, desde a fundação que o Bloco é considerado a "esquerda caviar", o partido "dos meninos de boas famílias que vão fazer manifestações", e continuam a ver-se traços disso em artigos como este da Helena Matos ou este do Pedro Tadeu (que o Luis Rainha refere aqui). Mas já alguém se deu ao trabalho de ver onde o BE teve as suas maiores votações? Marinha Grande (9,77%), Portimão (9,63%), Lagos (9,47%), Vila Real de Santo António (9,44%), Lagoa (9,27%), Olhão (9,03%)... Os as freguesias com mais votos - 14,74% em Rabo de Peixe / Ribeira Grande, 13,48% no Parchal / Lagoa (uma antiga aldeia de pescadores e operários conserveiros; actualmente consiste sobretudo numa urbanização construída por um cooperativa de habitação económica, funcionando como um "dormitório")... Apesar da tradição piscatória de várias, não são propriamente terras de "caviar" (poderá-se contra-argumentar que Portimão, Lagos e Lagoa até podem ser consideradas terras relativamente prósperas, mas a análise da votação por freguesias indica que os resultados mais altos do BE foram nas freguesias mais "proletárias").

Outro aspecto é a grande variação de resultados do BE de sitio para sitio, mesmo em localidades próximas e socialmente parecidas - qual é a grande diferença entre Baleizão (11,86%) e o resto do concelho de Beja (5,72%)? Ou mesmo entre a Mexilhoeira Grande / Portimão (10,09%) e Odiáxere / Lagos (7,22%), duas freguesias contiguas e muito parecidas? Uma possivel teoria poderia ser a existência ou não de militantes activos nas localidades com mais votos (algumas pessoas iriam votar não apenas por causa dos "políticos" que aparecem na televisão, mas também por causa do militante de base que eles conhecem pessoalmente) - é uma ideia tentadora, mas impossível de testar na prática (mesmo que se concluísse que o BE tinha mais votos nas freguesias em que tem grupos de militantes, penso que seria impossível determinar o sentido da relação causa-efeito).

Mas, agora, vamos à minha teoria sobre as causas da derrota.

Imagino 3 (ou melhor, 3 e meia) estratégias possíveis para um partido à esquerda do PS:

1 - o "verdadeiro PS": defender aquilo que nas décadas anteriores era defendido pelos partidos da Internacional Socialista no mundo ocidental, e que está actualmente a ser desmantelado, tanto pelos "socialistas" como pela direita - altos impostos sobre os ricos, subsídios aos pobres, serviços públicos gratuitos (SNS, escola pública, etc) e eventualmente uma ou duas nacionalizações. Na minha opinião, tem sido largamente esta a linha do BE

1a - uma variante desta opção é a defesa da "social-democracia mundial" (ou pelo menos europeia) contra o "Estado Social num só país": defender que numa economia integrada os mecanismo de regulamentação económica e de protecção social também têm que ser integrados, até para evitar a "corrida para o fundo". Muitas posições do BE (como a defesa da "europeização" de parte da dívida dos PIGS ou da harmonização fiscal na UE) podem enquadrar-se aqui

2 - "estatismo clássico": defender uma estatização substancial da economia. Poderá haver quem ache que o programa de 2009 do BE aproximou-se disso (embora as nacionalização lá propostas não fossem mais radicais do que partidos de centro-esquerda, como os Trabalhistas ingleses ou os Socialistas franceses, fizerem em tempos)

3 - ser o partido do "poder popular" - erguer bandeiras como a democracia participativa/directa (p.ex., o orçamento participativo), a participação dos trabalhadores na gestão da produção, a defesa de formas de economia comunitária não-capitalista e não-estatista, etc. Realmente, antes de 1989, os partidos de "extrema-esquerda" que se vieram a integrar no BE tinham, em certo grau, uma tradição de defesa do "poder popular de base" e de que esse seria o "verdadeiro socialismo", por contraponto ao socialismo burocrático da URSS e do PCP. No entanto tal posição tem estado largamente ausente da linha actual do BE

O problema da "linha 1" é que a margem para a diferenciação face ao PS acaba por ser muito estreita, correndo-se facilmente o risco de cair numa de duas situações - ou o partido aparecer como um apêndice do PS (o "caso Alegre"?), ou então, pelo contrário, em qualquer questão fazer ponto de honra em marcar a diferença face ao PS, dando a muita gente a impressão de ser um partido do "contra pelo contra" (a linha seguida após as presidenciais?). Por isso é que digo que tanto os que dizem que o BE foi muito colado ao PS como os que dizem que foi muito sectário acabam por ter razão - na minha opinião, a estratégia social-democrata e excessivamente parlamentar não é a melhor; mas, a partir do momento em que se adopta essa estratégia, a táctica mais lógica e coerente seria mesmo a da "amizade colorida" com o PS, aliando-se numa votações, divergindo noutras, mas sem o hostilizar por principio. De certa forma, parece-me que a estratégia recente do BE foi uma combinação de oportunismo estratégico e de sectarismo táctico (ou talvez isso seja o resultado de compromissos a nível da direcção, em que a busca de um equilíbrio entre várias propostas estratégicas lógicas e coerentes acaba por conduzir a uma linha errática e incoerente).

A linha 1a, se calhar até é tecnicamente correcta (pelo menos de acordo com grande parte da teoria económica convencional), mas tem o problema que não é uma proposta politica para Portugal, mas sim para a Europa (mais sobre isso mais à frente).

As linhas 2 e 3 têm o problema de qualquer proposta de romper com (em vez de fazer uns ajustes ao) sistema: a maior parte das pessoas reagem com "isso é impossível" (para a linha 3), "viu-se o que isso deu" (para a 2) e afins.

Deixando de lado a linha 2 (até porque esse nicho já está largamente ocupado), parece-me que o melhor caminho para defender a linha 3 (a tal do "poder popular", mas podem dar-lhe outro nome se não gostarem deste...) é o da "aprendizagem pela acção" - se grupos de cidadãos se mobilizarem e organizarem por uma causa especifica (e sobretudo se conseguirem ganhar a sua luta...), vão pouco a pouco adquirindo o hábito de tentarem influenciar directamente as decisões políticas, em vez de se limitarem a votar de "x" em "x" anos (x<=4).



Assim, um partido que tivesse o "poder popular" como "programa máximo" deveria seguir como estratégia principal apoiar o desenvolvimento de movimentos sociais (novos e velhos) "de base" (reconheço que há um perigo nesta estratégia - a fronteira entre "apoiar o desenvolvimento" e "telecomandar" pode ser bastante porosa).

Pelo contrário, a actividade do Bloco de Esquerda nos últimos anos tem tido o Parlamento como eixo central, e mesmo o seu funcionamento interno tem privilegiado o aspecto "partido de deputados e de eleitores" em detrimento do de "partido de militantes/aderentes/activistas". Aliás, as várias alterações organizacionais que o BE tem tido (formais e informais) tem sido no sentido de, dentro do partido, reforçar a "democracia burguesa" face à "democracia participativa" (veja-se a substituição da direcção colegial por um coordenador, o fim da rotatividade dos deputados, o reforço da Mesa Nacional face às Assembleias Distritais - plenárias - na elaboração das listas de candidatos, etc.).

Já agora, num momento de descredibilização cada vez maior da democracia representativa, é ao mesmo tempo triste e irónico ver tanto o PCP como o BE transformados nos seus maiores apologistas - nos períodos eleitorais, o mais normal é ouvir tanto comunistas como bloquistas dizendo algo como "as pessoas estão convencidas que são todos iguais; temos que as fazer compreender que não são todos iguais"; por outras palavras, "o sistema é bom, o problema são as pessoas que vocês elegem; deveriam eleger outras", uma posição que provavelmente muitos pensadores presentes nas bibliotecas das sedes dos dois partidos chamariam de "idealista". A verdade é que, se os políticos parecem ser "todos iguais", isso provavelmente significa que há algo no sistema que os faz ser "todos iguais" quando chegam ao poder, e portanto o que é preciso é mudar o sistema (por outras palavras, a melhor resposta à questão "será que se o Louçã fosse para lá faria melhor?" seria "o que é preciso é acabar com o «lá», com esse «lá» em que uns decidem a nossa vida, e criar uma nova sociedade em que as decisões sejam tomadas «cá», pelos que são afectados por elas").

Umas notas finais:
  • É possivel que a "aberração" tenham sido os resultados de 2009 - nas eleições para o PE (ideais para mandar "cartões" ao governo) o Bloco teve uma elevada votação (dos quais arrisco-me a dizer que muitos terão sido "votos de protesto"), e tal deu "embalo" para as legislativas, poucos meses depois.
  • Há muita gente que vota BE (e CDU) não porque os queiram no governo, mas simplesmente como uma forma de dizer ao PS "queremos que governem à esquerda"; como é evidente, este mecanismo só funciona quando essas pessoas acham que o PS vai ganhar - se acham que o PSD vai ganhar, preferirão reforçar o PS. Atenção que isto não é o famoso "voto útil" - o "voto útil" é alguém que se identifica ideologicamente com o BE ou com o PCP votar PS para travar a direita; o que estou a falar é de alguém que se identifica ideologicamente com o PS votar no BE ou na CDU para mandar um sinal à direcção do PS.

19 comentários:

من disse...

o Bloco que nunca o foi

o neo-PRD do s´culo XXI

um partido para os que gostam de protestar por protestar

um partido de taxistas

hoje felix mente podemos denunciar isto
e só somos processados

o estigma do trabalho

a deformação dos pobres daqueles que não podem ser funcionários
os párias

e viva os Táxis und turns da política

Anónimo disse...

desde quando um partido deve definir-se em função dos resultados eleitorais? que eu saiba não se vendem produtos, defendem-se convicções

Demo Gra Pia disse...

con vi ~que sois


são coisas perdidas no tempo

crenças

mais ou menos como o espaço 1999

mitos y dogmas

Demo Gra Pia disse...

UM BLOCO QUE PENSA SER UNO MAS É DIVISO

É UM ÉMULO DA CDU QUE PENSA SER UMA COLIGAÇÃO

MAS É UM BLOCO COM HETERÓNIMOS

Há todos os tipos de crenças e de bizarrias

Nem por isso deixam de ter méritos

E deméritos

Anónimo disse...

Texto trabalhado mas, a tese principal, do meu ponto de vista, remata um pouco ao lado. Uma vez que, todo o " parlamentarismo " estilizado e funcional do BE,como táctica soberana actual, " empurra " a coligação-frente-aliança para a consolidação encapotada de uma nova e geométrica política de colaboração de classes, com os efeitos desastrosos inerentes a tal compromisso eleitoralista dominante. Por exemplo, em França,vislumbra-se um fracasso no desenvolver de uma estratégia homóloga- e bem sabemos os fortes laços entre os herdeiros do PSR luso e os pariseenses LCR´s...- com o Novo Partido de Esquerda, de Besançonet-Krivine, antiga LCR-IV Internacional " pura ", que tentou a via parlamentar democrática como táctica eleitoral, à semelhança dos prosélitos liderados por F. Louçã, quando toda a gente apostava numa triunfal caminhada para a hegemonia no espectro da heteróclita extrema-esquerda e tendências ecologistas e autonómicas diversificadas. Niet

Anónimo disse...

Adenda- Olivier Besancenot ainda é o lider do NPA( Novo Partido Anticapitalista),fundado em 8 de Fevereiro de 2009. No site francês do NPA é indicado, expressamente, que a organização não é um " partido unicamente trotskista,retoma todas as tradições revolucionárias, marxistas ou libertárias ". O seu congénere luso está, pois, a milhas de dstância do seu alter-ego decisivo e fundamental...Niet

Anónimo disse...

ninguém mencionou um facto, dois anos depois do bloco ter tido um resultado estrondoso a sua influência na governação não aumentou nem um milimetro, apenas obrigou o ps a coligar-se com o psd. Acho que as pessoas já entenderam que o bloco é um partido que a direita (que governa de facto este país) despreza e nunca irá chamar para colaborar. E neste momento específico as pessoas clamam por governação, não anti-governação.

Joana Lopes disse...

Miguel,
Gostei muito do teu texto e, se bem te entendi, não andas muito longe de concluir o que pretendi dizer aqui.

Joana Lopes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Zé Neves disse...

excelente!
abç

Miguel Serras Pereira disse...

Luminoso post, camarada Miguel (M).
Já aqui teria vindo deixar-te um abraço mais cedo se não andasse atormentado com problemas informáticos.
Quando estes passarem e tiver um minuto, gostaria também de pegar nalgumas das questões que levantas - a partir de uma crónica do Rui Tavares para a qual a Joana me tinha chamado a tenção.
Até lá…

miguel(sp)

maria disse...

eu acho o be um partido de chatos lunáticos. o louça é chato , o daniel é chato e melodramático, o joãp rodrigues chatérrimo e por aí fora de profs universitários e similares que se levam demasiado a sério a si próprios. um partido de "letras" ao estilo alemão , um pincel.

Ricardo Alves disse...

Miguel Madeira,
mesmo que o programa do BE seja a linha 1), a sua estratégia não o tem sido. E esse é um problema maior: porque se o BE quer realmente ter uma linha socialista/social-democrática, não pode ter tanta resistência a colaborar com o PS.

Anónimo disse...

Miguel Madeira,

Eu li com atenção a sua reflexão e creio não haver uma necessidade estrita em escolher entre as diversos possibilidades que apresenta. Isto é, creio que qualquer que seja a escolha que o BE tenha ou venha a fazer entre ser um partido tipo 1 (''verdadeiro PS''), tipo 1a (''social democracia mundial''), tipo 2 (''estatismo clássico'') ou tipo 3 (partido do ''poder popular''), a que se poderia juntar um outro tipo, a que não sei que nome dar, mas a que creio que, por exemplo, Jorge Costa talvez faça alusão (em texto publicado em www.esquerda.net) quando fala do BE como partido ''anti-capitalista'' e que não me parece ser passível de estar explicitamente presente nas diversas variantes que propõe. Ora, nos tipos 1, 1a, ou 2, o que vejo são variantes mais ou menos puras ou modernas do paradigma social-democrático ou socialismo reformista, em que não haveria uma ruptura revolucionária clássica com o capitalismo. Seriam portanto modelos de organização social compatíveis com a economia de mercado, que seria mais ou menos regulada - menos, no tipo 1 ou 1a e mais no tipo 2. Só fiquei com uma dúvida quanto ao tipo 2: engloba sob a fórmula de ''estatismo clássico'' quer as sociedades de leste da Europa (URSS, RDA...) e as economias mistas como a francesa e outras do pós-guerra em que por exemplo em França havia planos anuais de produção?
O tipo 3 no meu entender já implica uma ruptura mais forte de modelo social, não apenas uma regulação do capitalismo e da economia de mercado mas uma ruptura com este modelo; nesse sentido o BE poderá mais propriamente designar-se como um partido anti-capitalista. Se for este o caso, a expressão anti-capitalista é menos ambígua do que a a designação ''socialista'' que o BE costuma empregar, exatamente porque sob este termo se pode compreender qualquer um dos outros tipos 1, 1a e 2.
Conclusão: a minha opinião é a de que o BE fará melhor em afirmar-se como um partido de tipo 1/1a e simultaneamente 3, definindo-se pelo termo mais abrangente ''socialista'' do que ''anti-capitalista''. Digo 1/1a porque o tipo 1 actualmente só é articulável com 1a na medida em que não é possível uma ''social democracia nacional'' que prescinda de um projecto transformador de âmbito europeu ( no mínimo). Quanto mais não seja, a última crise mostra que sem uma regulação dos mercados financeiros mundiais qualquer Estado nacional pode ser permanentemente alvo de especulação, e portanto, qualquer modelo social divergente do hegemónico é um alvo frágil. Contudo, aquilo que poderá ser específico do BE face ao PS e o identificará com estando à esquerda deste é exatamente o facto de o tipo 1 ser aquele que possibilita e dá condições de possibilidade à emergência do tipo 3. Assim, o tipo 3 no meu entender não tem de ser apenas o modelo ou sistema social final que o BE queira alcançar - não será o tipo de sociedade que surgirá no fim das lutas emancipatórias e de classe - mas poderá ser antes o meio pela qual o BE defende que se efetuem as transformações sociais. Portanto, a minha proposta seria a de um BE que defendesse primordialmente a fórmula ou tipo 1(a) e que o tipo 3 fosse antes um modo de organização e de defesa da democracia e dos processos de decisão - isto é, para mim, quem defende de facto o tipo 3 ou o deixa em aberto (não decidindo como lá se chega e o que ele de facto implica em termos de organização social que advirá) ou fechando-o (como um modelo ou organização social já definido) de algum modo está a negá-lo, adiantando-se ao que possa vir a ser a decisão do ''poder popular''.
(simpatizante do BE)

Rui Santos

Miguel Madeira disse...

RA - era um pouco isso que eu queria dizer com aquela do "oportunismo estratégico e sectarismo táctico"

Anónimo disse...

Mais uns esquemas ditirâmbicos para a análise e enquadramento do futuro político do BE: 1). a via da democracia "parlamentar" multicartas, para a qual terá que contar com a "concorrência " no terreno e na ideologia do PCP e do PS, de alcance reduzido,pois, a todos os titulos,como é evidente ; 2). a via da " democracia directa", aposta sensivel e credível que o pode fazer disparar com credibilidade no terreno político e social, assim como no parlamentar, se para tanto tiver garra para realizar o aggionarmento politico e ideológico como o realizou o seu grande irmão de armas, o Novo Partido Anticapitalista francês;3). a via da " democracia selvagem ", será a tomada do poder interno pelas franjas radicais saídas das movimentações da nebulosa ideo-programática ligadas a "Geração à Rasca",hipótese demiúrgica e mais que improvável no médio prazo, uma vez que obrigaria ao corte radical da herança marxista-leninista em que foi construido o BE; 4). e, por fim, a via "prospectiva de fusão ideológica", que pudesse planificar numa perspectiva federalista o embrião de uma nova " coisa política ", a que Cohn-Bendit, o grande e único herói de Mai 68, segundo C. Lefort, anda a tentar realizar em França , com malta de muitos quadrantes que tentam formar um novo partido(?) ecologista de alta voltagem. Para tal, o BE actual devia precisar de uma " revolução " cultural multipolar e impiedosa contra as " teologias " politicas que o cativam e impossibilitam de mudar. Niet

Anónimo disse...

O D. Conh-Bendit chama " Cooperativa " a essa nova formulação de organização politica descentralizada e com uns pózinhos nada maquiavélicos de democracia radical, isto é, conselhista, para usarmos os códigos de Irene Pereira insertos no seu livro- " Les grammaires de la contestation- Un guide de la gauche radicale ",éditions " Les empêcheurs de penser en rond/ La Découverte ",paris 2010. Niet

Justiniano disse...

Excelente análise, caro MM!!

Anónimo disse...

A melhor análise que li até agora sobre o Bloco de Esquerda está neste texto: http://politeiablogspotcom.blogspot.com/