24/04/11

"Agressão imperialista" na Síria

Enquanto nos chegam notícias do massacre que Al-Asad desencadeia na Síria — dando conta de que "El creciente uso de la fuerza por parte de la Policía y del Ejército muestra que el Gobierno está decidido a acabar con las protestas, pero la realidad cotidiana indica que los manifestantes también parecen resueltos a provocar la caída del régimen aunque tengan que pagar un elevado precio de sangre" —, no Avante! justifica-se a "resistência" do regime de Al-Asad à superpotência americana que comanda os "bandoleiros" que exigem a queda do ditador.

Como diria o O'Neill, ele há gente que acredita e/ou quer fazer acreditar que "a água começa nas torneiras".

5 comentários:

Zé_Lucas disse...

Sei que o MSP não está interessado, mas fica aqui a fonte da notícia do Avante.

" http://www.washingtonpost.com/world/us-secretly-backed-syrian-opposition-groups-cables-released-by-wikileaks-show/2011/04/14/AF1p9hwD_story.html ".

Luis Rainha disse...

Ninguém está a desmentir coisa alguma. Apenas a apontar o ridículo trágico que é reduzir a oposição síria a fantoches do EUA, à conta desse apoio.

Anónimo disse...

Os EUA estão em pânico com a deriva de já quase dois meses assinalada pela revolta popular nas ruas das principais cidades da Síria, estado " formado " no post War-II e network- politico e religioso essencial do Médio Oriente, com fronteiras com o Irão, o Iraque, a Líbia e a Jordânia. RD. Kaplan, o estratego neo-con, diz que a Líbia pode precipitar o caos no Médio Oriente e trucidar as classes politicas ditatoriais da região; e R. Gates confessa-se muito preocupado pela guerra civil a rondar no eixo Teerão/ Damasco/ Hezbollah( Libia), de forma incandescente. A " segurança " de Israel corre também um evidente e novo perigo adicional. Politológios USA dizem que esta guerra civil- a da Síria- é que é determinante, ao contrário da Libia. Entretanto, sobre os " enredos " economico-financeiros do regime neo-tribal de Cadaffi apareceu um texto ontem no Il Manifesto a contabilizar as centenas de biliões de dólares congelados nos EUA/UK e França e uma estimativa sobre o cobiçado um trilião 500 biliões de metros cúbicos de gás que conservam as areias líbias. Niet

Anónimo disse...

Errata: RD. Kaplan, o estratego neo-con,diz que a Síria pode precipitar o caos...E não( só ) a Líbia. Niet

Miguel Serras Pereira disse...

Sim, Luís, já respondeste e bem. Sem dúvida que os EUA, por um lado, como, por outro, sei lá, o Irão gostariam de ter um regime amigo na Síria. E farão por isso (ou: têm feito por isso). E depois? Torna isso ilegítima a revolta?
Para além do mais, como se sabe, os benefícios que a certo momento a desestabilização de um regime hostil parece anunciar acabam por revelar-se ilusórios, levando a que os anteriores "encorajadores" da revolta passem a preferir a estabilidade de um inimigo previsível à imprevisibilidade que a revolta popular introduz. O Niet lembra-o a seu modo…

Abraço

miguel (sp)