23/02/11

Ainda o Egipto e a Líbia

É impressão minha ou algumas pessoas que não se fartavam de falar no Egipto todas as horas agora mal tocam na questão líbia, enquanto outras que estavam sempre a alertar para os perigos da mudança no Egipto (a Irmandade Muçulmana, a incompatibilidade entre o Islão e a democracia, etc. etc.) agora andam excitadíssimos com a Líbia?

8 comentários:

Anónimo disse...

Não... Eu também noto qualquer coisa de estranho... Até quando irá durar?!

Luís T Neves

LAM disse...

...e supunha eu que só o Sócrates tinha rabos de palha em relação ao que vai acontecendo.

Miguel Serras Pereira disse...

Pois é, sempre perspicaz camarada Miguel M, E terás notado que a intervenção - "nacional-independentista", para lhe chamarmos alguma coisa - que Fidel teve ontem parece ter emudecido muito "internacionalista".

Abrç

miguel (sp)

Anónimo disse...

A reacção do PCP será mais ou menos esta:

"One of the greatest achievements of the 1969 revolution that brought his pan-Arab socialist movement to power was not just universal and free healthcare and education but real independence for the first time in the north African state's history."

"The Libyan peoples who have risen up against the colonel may, in another 10 or 20 years, realise what they have lost, just as the citizens of the former Soviet Union and eastern European socialist democracies now do."

(Tirado daqui http://www.morningstaronline.co.uk/index.php/news/content/view/full/101358)

Penso que é possível ver a coisa na mesma perspectiva adoptada face à queda da URSS. Contas feitas, os trabalhadores perderam o pouco poder que tinham (mesmo admitindo que a URSS era um "estado operário degenerado" onde não haveria a esperança de uma revolução de contornos socialistas) mas o mais importante é que a abertura da URSS aos mercados aguentou o capital internacional por mais uns anos, fruto da abertura de novos mercados.
Os tunisinos, egípcios e tutti quanti não estão a lutar pelo socialismo, porque a própria intuição lhes dirá que são países com potencial para enriquecer se viverem da renda dos combustíveis fósseis (como a Venezuela). Portanto, ficarão fechados em nacionalismos: seria preferível, a curto prazo, que por lá houvesse muitos Ron Paul's porque internacionalismos proletários, nem vê-los!

Anónimo disse...

http://www.morningstaronline.co.uk/index.php/news/content/view/full/101358

Anónimo disse...

(Peço desculpa, não sei porquê, mas não consigo colocar o link, deixo-o aqui partido)

http://www.morningstaronline.co.uk/index.php/news/c
o.uk/index.php/news/content/view/full/101358

Miguel Madeira disse...

Anónimo - consegue sim deixar o link (entrou logo à primeira).

O leitor está é provavelmente escrevendo com o Internet Explorer, que tem alguns problemas na visualização das caixas de comentários do Blogger; mas eu, com o Firefox, vejo o link completo nos 3 comentários

Franguska Rafaliska disse...

têm o depósito cheio

para a semana que vem mudam de opinião

com Benghazi a voltar a querer ter protagonismo e as tribos do sul a quererem o seu corte

é outro berbicacho a longo prazo

era expectável
é a 3ª revolução violenta desde os idos dos 80's a chinesa não correu por aí além
e a argelina soçobrou em milhares de valas comuns
amanhã quem sabe