24/02/11

Um "fantoche do imperialismo"

Esta sucinta crónica de Marco Schwartz, no Público.es, mostra bem como, se os interesses oligárquicos ocidentais, estão hoje a deixar cair Kadhafi, é porque os insurrectos líbios lhes impõem que o façam, fartos que estão de ser governados por um "fantoche do imperialismo". Foi contra esses interesses e os seus representantes nos governos da UE que a revolta rebentou na Líbia - não por manobra sua, mas apesar das suas manobras.

La vesania con que Muamar Gadafi ha intentado aplastar la revuelta popular en su país no ha conseguido su objetivo, a juzgar por las imágenes que llegaban anoche desde Libia. El pueblo continuaba volcado en las calles de las principales ciudades, en abierto desafío a un régimen criminal que ha anunciado su voluntad de morir matando. Algunas informaciones sostienen que el tirano ha perdido el control sobre el este del país y que las deserciones en las filas institucionales se multiplican con el paso de las horas. Está por ver, sin embargo, hasta dónde llegarán las posibilidades de resistencia del dictador y su capacidad para seguir infligiendo daño.

En el otro lado del Mediterráneo, Europa, siempre varios pasos atrás de los acontecimientos, estudiaba ayer imponer sanciones al régimen libio por la “brutalidad” con que está reprimiendo a su pueblo, soslayando hipócritamente que la brutalidad ha sido el elemento característico de los más de 40 años de mandato de Gadafi y una de las causas determinantes de la actual sublevación popular.

El problema de Europa es que no le conviene mirar demasiado atrás en el tiempo, porque se encontraría ante el horrible espejo de su inmoralidad política. Desde que, en 2003, George W. Bush reconvirtiese a Gadafi en aliado de su desquiciada “guerra contra el terrorismo”, los líderes europeos no han cesado de cortejar al déspota, invocando, cómo no, razones geoestratégicas. El idilio ha llegado a tal punto que la UE es hoy, de lejos, el primer proveedor de armas del régimen libio. El mismo de cuya brutalidad ahora se avergüenza.

4 comentários:

Franguska Rafaliska disse...

QUEM PENSA DERRUBAR FANTOCHES

DERRUBA APENAS O VAZIO

DERRUBANDO OS VELHOS ÍDOLOS PARA IMPLANTAR NOVOS-ENCONTRANDO A PACIÊNCIA QUE NOS FALTA PARA VER HUMANIDADE NOS OUTROS QUE NÃO SÃO HUMANOS COMO NÓS
DE QUALQUER MODO NÃO PERDI TEMPO A PENSAR NOS PECADOS DITATORIAIS

OS PASSAGEIROS DAS DITADURAS SÃO REFUGIADOS DE CLÍNICAS GERIÁTICAS

ASSIM COMO OS DAS DEMOCRACIAS

SER DITATORIAL É UMA CONDIÇÃO QUE TODOS OS QUE SE APEGAM AO PODER

ATINGEM DESDE QUE CONTINUEM A INSPIRAR E EXPIRAR DURANTE MUITO TEMPO

A TERCEIRA IDADE NÃO É UMA REALIZAÇÃO QUE TEMOS DE VENERAR

É ALGO QUE ACONTECE QUER SE QUEIRA QUER NÃO

COMO CAIR DA CADEIRA DO PHODER

E A JUVENTUDE ISLAMITA TAMBÉM NÃO É UMA OFENSA QUE SE DEVE CASTIGAR

QUEREM TER OS MESMOS DIREITOS DAS VELHAS ÉLITES

AGARRADAS AO PHODER

É UMA ASPIRAÇÃO UNIVERSAL

DERRUBAR OS VELHOS QUE BLOQUEIAM O CAMINHO

Franguska Rafaliska disse...

mas quem quer ver fantoches imperialistas é livre de o fazer

mesmo imperialismos sem impérios num mundo cheio de feudos

há senhores feudais que disputam os restos dos impérios caídos

Anónimo disse...

O Ghadafi é um fantoche?? deve ser por isso que mandou o Obama e os restantes lideres ocidentais à fava inumeras vezes.

deve ter sido por isso que patrocinou o terrorismo internacional durante anos.

uma visão absurdamente simplista e infantil das coisas: o império oligárquico do capital e os seus miseráveis fantoches!!

Miguel Serras Pereira disse...

Anónimo das 14 e 24

Um fantoche - agora, nos anos recentes - dos interesses ocidentais; antes, um tirano apalhaçado e sangrento, embrigado pelo sonho de substituir a supremacia do império americano e dos seus aliados pela dominação mundial uma oligarquia petrolífero-militar de contornos imprecisos, excepto num ponto: o do lugar soberano que lhe caberia.

msp