11/08/11

Blackberry, sinal exterior de riqueza?

Even Rioters with Blackberrys can be Poor, no Left Outside:
Many of this week’s riots have been organised by Blackberry’s Blackberry Messaging Service (BBM). This allows for anonymised, tough to trace messages to be sent for free. It seems this service has been used to coordinate and direct the mayhem that has seen London’s worst violence in decades. A lot of people seem to think that this means that arguments that the rioters are driven in part by poverty to be silly.
“How can you be poor when you own a Blackberry?!” they cry.
I’m not sure why I’m saying “they”, I mean boring, conceited right-wingers, of course. The main point I want to make here is that manufactured goods are incredibly cheap but lots of other things you need to not be poor are not, but I’ll come to that later.

The auxiliary point I will address first is that Blackberrys are actually quite cheap as a phone. Not only because of the availability of long term contracts, £15.50 a month from Tesco, or from £10.50 from Carphone Warehouse but also because Blackberry Messenger is a great service. This service is quicker and easier than texting and is completely free to boot. Chris Bertram‘s niece is a convert, as am I.

It is not as good as texting because you need to coordinate with your friends to all have the same phone, but it is pretty good considering it is free to use. So that people without much money opt for a cheaper but slightly inferior service (BBM) should not be taken as evidence that they have loads of money (...)

The main point I want to address is that being able to afford impressive consumer goods does not mean you are not poor. (...)

People can afford fantastically advanced consumer goods because productivity advances very quickly in this sector. Other sectors important to the poor do not see such fast growth. In Hackney some one bedroom flats sell for £300,000, now people may live nearby with flashy phones, but how many Blackberry contracts would it take to afford that flat? Well, at £10.50 a month it would take over 2000 years. That may not be poverty to starve you, but it is certainly poverty to disenchant you – and it is that sort of poverty which we need to talk about.
Um aparte - às vezes, em Portugal, há que faça comentários do género "Estão no RSI/subsídio de desemprego mas têm todos telemóvel"; há uns 15 anos esses comentários poderiam fazer sentido, mas hoje em dia o bem de uso corrente é o telemóvel, e se calhar é o telefone fixo é que é o bem de luxo.

14 comentários:

Anónimo disse...

Blackberrys, iphones e essas coisas são praticamente de graça no reino unido. Lá, onde o poder de compra é muito mais forte que o nosso, paga-se uma mensalidade equivalente a três cervejas de 33cl num pub, para se possuir um blackberry.

Interessante seria contudo imaginar a difusão dessas tecnologias numa sociedade libertária. Até que ponto o homem novo deixaria de se apaixonar pelos gadgets quando deixasse de existir publicidade e este fetichismo todo?

Anónimo disse...

muito bem dito!
informação valiosa para quem não conhece bem a realidade britânica...desculpem, inglesa.

Banda in barbar disse...

WE FEW WE HAPPY FEW WE BAND OF ROBBERS
We few, we happy few, we band of ....

A MATRÍCULA DE MÁRTIR OU VILÃO SÓ CAI NO FIM DOS JOGOS REVOLUCIONÁRIOS

NÃO SÃO TODOS OS REVOLTOSOS EGÍPCIOS LÍBIOS OU SÍRIOS

SAQUEADORES EM POTÊNCIA

SEJA DE BENS OU DE PODER POLÍTICO E ECONÓMICO

QUAL É NA VERDADE A DIFERENÇA



A DIFERENÇA É APENAS A DOS NÚMEROS

DOS REVOLTOSOS E A POIA ANTES

SE OS A POIA ANTES SÃO BASTOS EM NÚMEROS

AS MULTIDÕES QUE PILHAM LOJAS NA TUNÍSIA OU NO CAIRO

SÃO AS VANGUARDAS DA REVOLUÇÃO

OS LIBERTADORES DO POVO TIRANIZADO

SE OS A POIA ANTES TÊM OS REVOLUCIONÁRIOS EM CASA

OBVIAMENTE SÃO SAQUEADORES MAL EDUCADOS


NÓS PORTUGUESES SOMOS CASTOS

NINGUÉM NOS PEÇA O QUE NÃO SOMOS

POR ISSO EM NÓS ANDAM DE RASTOS

ÁRVORES DE OIRO COM MIL POMOS

e mais num digo

qu'isso de D.Quixote ver escravos

onde Sancho vê ladrões

já vem de longe apesar de estar sempre perto

Renato Teixeira disse...

Grande posta. Além da questão de classe, alguma esquerda já se esqueceu que não devem desdenhar a parte importante do avanço tecnológico, especialmente se o contexto for a resistência. Depois logo se vê o que é preciso, hoje não podemos desdenhar nenhuma das ferramentas ao alcance.

Cumps.

Grunho disse...

No tempo da outra senhora também se dizia que nos bairros de lata havia demasiadas antenas de televisão e que à sua volta havia muitos carros finos incluindo Mercedes, ainda que em segunda mão.
O argumento é o mesmo: a pobreza não existe, são todos uns fingidos.

Grunho disse...

No tempo da outra senhora também se dizia que nos bairros de lata havia demasiadas antenas de televisão e que à sua volta havia muitos carros finos incluindo Mercedes, ainda que em segunda mão.
O argumento é o mesmo: a pobreza não existe, são todos uns fingidos.

Eu que não tenho telemóvel nem estou no RSI disse...

A fome por bens de consumo desnecessários ao invés de investirem o subsídio em pequenos negócios como fazem os hindus e os pakis

é que marca a diferença nessas comunidades
(e não é uma questão racial é uma questão de educação

um gangue de malaios ou de chineses pode levar a carteira mas investe

um gangue de eastenders brancos amarelos ou azuis às bolinhas

compra uns nike novos

ou uma grade de cerveza

muçulmano e os seguidores do guru nanak não vão em excessos consumistas

o Amrit é só iágua com sucre

Amrit disse...

O facto de o estado descurar a educação

e meter ao mínimo abuso dos filhos ou dos pais

as criançolas em instituições que pouco fazem além de pagar bastos salários

por cá andam 15 mil que sairão de lá com pouco mais do que entraram

agora nem tanto à terra nem tanto ao mar

substitui-se a educação pelos bandos

e a vida familiar pelos bens

loogo temos grunhos

que debitam chavões em duplicado

Ana Cristina Leonardo disse...

Depois logo se vê o que é preciso, hoje não podemos desdenhar nenhuma das ferramentas ao alcance.

Ó Renato Teixeira, talvez de uma bomba atómica, não?

Dédé disse...

Amrit, acho que os que recebem uma esmerada educação a coisa não é melhor, au contraire
MOTINS E SAQUES EM INGLATERRA Deputado apanhado a abotoar-se com plasma e cama de couro.

Niet disse...

Tudo muito bem.Entretanto, o Filipe Nunes Vicente lançou um grande Blogue-Lathe Biosas- translation: Viver secretamente-ontem. Que tem imensa qualidade e perspectiva(s).É que com larachas e facilidades ninguém constrói nada...Um sério aviso para todos os espoliados pelo m-leninismo e o dilacerante crime quotidiano cometido pela Sociedade da...Informação! Não se esqueçam, por outro lado,que o Euro pode acabar antes da guerra na Líbia...Niet

PHyloxeRa disse...

Seu Dédé da ópera do malandro

Grunhos não dependem de sistemas educacionais

dependem da capacidade de ao longo da vida criarem empatia e capacidade de partilha

que é rara em filhos únicos
e em pessoal com filhos múltiplos
e sem bagalhoça

o ressentimento contra os restantes

e a avidez de bens

são fenómenos sociais encorajados
por muitos aparelhos estatais

Mycorriza disse...

O merceeiro salazarento compreendeu nos anos 30 o problema de se concentrar a desgraça em torres

preferiu dar-lhes uma casinha ou uma barraca com uma horta ao lado

quem anda ocupado todo o tempo
pensa pouco em saques motins e outras lavadiças

A merceeira Lisboa de 1910 a 1929 foi muitas vezes saqueada em arruaças

idem burgos mais pequerruchinhos
com grandes massas de desempregados

desde aí só o saque da embaixada de Espanha

e dalgumas casas de fascistas pseudo fascistas gajos que tinham coisas em casa
e tipos com herdades de todo o tamanho
(a herdade aparentemente em 75 começava nos 7 hectares e meio)

mikado tá lixado disse...

13 comentários dá azar

ou morre o mai velho ou o mai novo

de preferência o mai novo....