19/06/15

O socialismo que atrai o centro

Uma entrevista muito oportuna e muito esclarecedora. Ficam claras as exigências que o PSOE espanhol coloca ao governo Grego. Falta perceber se foram  as mesmas que colocou ao PASOK e se estão contentes com os resultados obtidos. Os gregos não ficaram.
Quanto à insustentabilidade da divida, quanto à indecência de agravar ainda mais a desigualdade diminuindo as pensões e aumentando a carga fiscal, nem uma palavra. A dada altura parece o Paulo Portas.  A realidade da Espanha  não tem nada  a ver com a Grécia, diz ele. E depois, o contentamento de base nacionalista,  por o ministro das Finanças do PP ir, provavelmente, presidir ao Eurogrupo. Afinal são outras pessoas com as mesmas politicas: políticas que atraem o centro. Um socialismo que convive bem com a ausência total de respeito pela democracia, com a absoluta falta de respeito pela vontade dos gregos expressa em eleições. Um socialismo que aceita a chantagem como um método decente de negociação política .

1 comentários:

Libertário disse...

Socialismo?
Afinal os Partidos Sociais-Democratas não colocaram o «socialismo» na gaveta e deitaram a chave fora?
Que dizer do PS português que fez a gestão da restauração capitalista em Portugal no final dos anos 70 e da redistribuição da roubalheira geral dos anos 80 e 90?
Que dizer do PSOE que colaborou na transição fanquista e nas actividades terroristas dos GAL?

A memória é fundamental, sem ela estaremos condenados à repetir os lugares comuns sobre as esperanças num governo de «esquerda» construído em torno das burocracias políticas...