14/12/10

Na beira do pessimismo

Mais que os resultados em si da sondagem da Marktest sobre “o estado da Nação”, os quais confirmam o que é perceptível no entendimento comum divulgado, o que me parece mais significativo nela é a distribuição das valorizações em várias segmentações:

as mulheres são mais negativas (6,8 valores em 20) do que os homens (7,6 valores em 20) a classificar o estado da nação.

Os mais velhos, acima dos 55 anos, revelaram-se os mais críticos (6,3 valores em 20) enquanto os mais jovens, de 18 aos 34 anos, são mais generosos (8,1 valores em 20).

As classes média baixa e baixa (6,7 valores em 20) classificaram o país pior do que a classe média (7,4 valores em 20) e a alta/média alta (8,2 valores em 20).

Ou seja, as mulheres sentem mais directamente as dificuldades por estarem mais em “contacto” com elas (que mais não seja, pela maior proximidade com a gestão doméstica); as classes mais pobres são as mais castigadas pela recessão e pela austeridade. Quanto à diferença de opinião entre os mais jovens e os mais velhos, naturalmente que enquanto uns tendem para uma atitude de culpabilização, os outros serão mais influenciados pela confiança em mudanças correctivas.

(publicado também aqui)

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