20/05/11

A "desculpabilização" de Strauss-Kahn

Vários comentadores, como a Maria João Marques e parece-me que também a Helena Matos, andam a escrever artigos sobre o tema "está toda a gente a desculpabilizar o Strauss-Kahn; se fosse de direita estavam a crucificá-lo".

Pelos vistos, é muito mais fácil encontrar artigos criticando a "desculpabilização" de DSK do que a "desculpabilização" propriamente dita - pelo menos em português, ainda não encontrei os misteriosos artigos "desculpabilizadores" (em inglês já achei alguns, mas sobretudo de autores de direita - Ben Stein"Half Sigma" - pelo que duvido que a razão da sua "tolerância" seja as ideias politicas de DSK).

6 comentários:

Diogo disse...

Strauss-Kahn foi entalado. Não que tenha pena dele mas gostaria de perceber porquê.

Dédé disse...

Derivado do que, o bacano tipo apaixonou-se, ali, na hora, prontos.

Anónimo disse...

O que se sente e consegue perceber, é que, a questão maior da Primavera Árabe, saiu de cena mediática mundial por causa do affaire " DSK".Até já se fala num complot chinês contra o antigo director-geral do FMI, para lá do " mistério " que pode envolver os esbirros a soldo de Sarkozy, claro. Há centenas de artigos nos Médias mundiais: para quê comentar em exclusivo os dislates da Helena Matos, que parece ter um pacto com o diabo da Direita portuguesa? Saiu hoje um no Le Monde, dos especialistas Jerôme Coutard e O.Hassid, que trata das Oscilações da Web-Reputação, análise da sentimentalidade aos rumores. Um tratado, pois. Mas,claro, que existe uma massiva mistificação política, moral e social trabalhada/operada pelo " affaire " -tudo pelos efeitos perversos e paradoxais criados pela manipulação maior da democracia representativa. Niet

one hundred trillion dollars disse...

tentemos outros nomes grados norte-americanos e outros
excepto Roman Polanski

quando confrontados com problemas similares pagaram às vítimas e safaram-se

logo há um certo síndrome de justiceiro american can
ao estilo de Polanski neste caso

abusou ok agora nem mesmo Polanski foi sujeito a tais medidas de coação iniciais

algemado, metido na cadeia pelo enorme risco de fuga

ora se nem aos paparazi conseguia fugir...
o facto de ter sido apanhado apenas uma hora após a fuga

leva a pensar que os meios envolvidos foram grandes

assassinos e violadores em Nova Iorque de menor dimensão escapam sem as autoridades pesquisarem se eles fugiram de avião

Miguel Serras Pereira disse...

COMENTÁRIO DE JOÃO BERNARDO

O João Bernardo não conseguiu por razões técnicas fazer entrar este comentário nna caixa deste post e pede-me que o faça por ele. Aqui fica, pois:

"Quando vi a notícia referente ao acontecimento, a rapidez como a coisa se desenrolou, a severidade como foi tratada uma figura pública num país que costuma ser complacente com os grandes deste mundo, pensei de imediato: depois de Assange, Strauss-Kahn. Tudo aquilo tresanda a armadilha, e na época que vivemos, em que impera a nova forma de moralismo laico que é o «politicamente correcto», a sexualidade heterossexual -- e só esta -- é a ratoeira dos incautos. Os guarda-chuvas búlgaros passaram ao museu da história e hoje os serviços secretos usam meios mediaticamente imbatíveis. Mas não se atirem as culpas para cima dos variados serviços secretos franceses, pobres deles, os mais mal reputados entre os seus congéneres, especialistas apenas em passar rasteiras uns aos outros. Ora, Strauss-Kahn foi o homem que presidiu à mudança de rumo do Fundo Monetario Internacional e ao abandono de alguns dos pressupostos básicos do neoliberalismo, e a equipe económica que levou consigo escreveu nesse sentido alguns textos muitíssimo importantes, infelizmente só conhecidos no meio tecnocrático. Para mais, agora que se fala, nesses mesmos meios tecnocráticos, da necessidade de ir progressivamente substituindo o dólar por uma nova moeda internacional e que os Direitos de Saque Especiais aparecem como o candidato mais evidente para esta função, a presença de Strauss-Kahn à frente do Fundo seria decerto incómoda para algumas pessoas. Mais uma vitória do feminismo."

João Bernardo

Anónimo disse...

Ponto de vista muito interessante, o do João Bernardo.No entanto, as margens misteriosas dos " esbirros " a soldo de Sarkozy não podem ser escamoteadas,segundo penso. O Canard Enchainé revela na edição desta semana toda uma topologia ascensional de veladas e acintosas ameaças contra Strauss-Khan, propaladas nos Média pelo staff do actual PR francês. As terrifica invectivas passaram do "fogo nuclear " aos misséis, como esta pérola declarada pelo inimitável Sarko: " Desde que entre em campanha,ele, DS Khan,levará em cima com Exocet´s "... Para quem não o saiba, o Exocet é um reputado missel de fabrico francês que destruiu uma fragata inglesa na guerra das Malvinas...Niet