20/05/11

Enquadrem-nos, senão ficamos perdidos!

«Miguel Serras Pereira diz que o caminho é o Maio de 68. Parece-me justo. Afinal, se alguém não quiser a derrota do sistema capitalista só pode deseja-lo». Esta é a deliciosa forma com que o Bruno Carvalho dá forma ao seu imarcescível desejo de ordem e enquadramento. Sim; nada de balbúrdias e indignações imprevisíveis. Com as baias dos partidos de esquerda que por cá temos é que iremos cantando alegremente as derrotas do capitalismo e as vitórias do povo em luta. Como tantas a que já nos lideraram. Como a que por certo vão averbar no próximo dia 5. Com uma estrondosa adesão do voto popular que promete ficar perto dos 15%. De vitória em vitória até à irrelevância final.

8 comentários:

Zé Neves disse...

é muito engraçado como o bruno carvalho, que tanto gosta de falar em nome dos operários, caga de alto para a revolta que, entre outras coisas, ficou marcada pela maior greve geral da história da frança até então.

Bruno Carvalho disse...

Eu não gosto de falar em nome de ninguém. Mas pelo que me tenho apercebido há muita gente por aqui que gosta de falar por mim. Em momento algum, disse que discordava da revolta existente e que se traduz em várias acções, dentro e fora do movimento sindical. Apenas alerto para os perigos de se cometerem erros do passado. E embora possam discordar da minha posição, não me podem pôr palavras que não disse na boca.

O Zé Neves diz que eu cago de alto para a revolta. Ou não leu o que escrevi ou é mentiroso. Ou as duas coisas ao mesmo tempo. O Maio de 68 não deixa de ser um momento histórico e de ter tido a capacidade de organizar uma das maiores greves gerais da história só porque eu destaquei que não se podem cometer os erros que se cometeram naquela época. Mas, claro, que aqui o comunista é que é dogmático e acrítico.

Diogo disse...

O Bloco de Esquerda devia assumir de vez uma posição de democracia do tipo dos países bálticos, o sistema que eu e, estou certo, a esmagadora maioria dos votantes no BE perfilham. Se o assumissem de peito feito, triplicavam, quadruplicavam ou quintuplicavam os votos.

Anónimo disse...

Uma irrelevância, por exemplo, parecida com este bloguezito?

LAM disse...

Há gente que, de tão fixada nos erros do passado, não consegue enxergar os erros em que tropeça no presente. Ou seja, aprendeu os erros mas nada aprendeu com os erros.

one hundred trillion dollars disse...

atão não o Maio de 68 deu pelo menos um lugar de deputado europeu a um ícone da revolta universitária

deu maiis o quê?
sincheramente lembro não....

vende de memorablia sobre o maio de 68
e livros e fotos e ....

Miguel Serras Pereira disse...

Maré alta, Luis amigo, os insubmissos estão contigo.
O BC que aprenda a nadar ou a ser companheiro de quem quer a "liberdade a sério", a "liberdade de mudar e decidir", como cantava o outro. Não precisa de mais nada para lhe darmos as boas vindasdos que não separam a democracia da revoluçao nem a revolução da democracia.
Abraço insubmisso

miguel (sp)

Zé Neves disse...

bruno carvalho: quem diz que o pcp é o partido dos trabalhadores e do povo e de mais não sei o quê, fala em nome dessas entidades, procura essa legitimação.

li o que escreveste sobre 68 e reparei no que não escreveste. Condenaste 68 (assim, sem mais) e os seus "erros" mas nada disseste do facto de 68 ter sido um tempo de revoltas operárias. e se queres falar de erros, podes começar por referir o erro do PCF e das estruturas sindicais afectas ao PCF.