22/02/11

Kadhafi ameaça usar a versão Tianamen para ensinar ao seu povo "o que é uma revolução popular"

Kadhafi ameaça seguir a via chinesa ou método Tianamen e declara-se disposto a bater-se até à ultima gota de sangue do seu povo insurrecto para o fazer compreender "o que é uma revolução popular". Eis alguns excertos, traduzidos de Le Monde (22.02.2011), bastante esclarecedores.

"Bater-me-ei até à última gota do meu sangue" - foi com estas palavras extremamente duras que Mouammae Kadhafi se dirigiu ao seu povo (…) no seu primeiro discurso em directo pela televisão desde o início das manifestações que reclamam o seu afastamento.

No seu discurso (…) o ditador líbio garantiu que estava fora de questão deixar o poder à semelhança do que fizeram outros dirigentes do mundo árabe. Argumentou que estava "acima dos postos dos chefes de Estado" e era "um revolucuinário", "um beduíno". "Mouammar Kadhafi não é um presidente e não é um ser normal contra quem possam conduzir-se manifestações" - insistiu, falando de si próprio na terceira pessoa. "Se fosse presidente, ter-me-ia demitido. Mas não tenho título, só me tenho a mim e à minha espingarda" - explicou depois.
(…)
Mostrou-se extremamente ameaçador (…I, afirmando que qualquer pessoa armada poderia sofrer "a pena de morte". "Entreguem imediatamente as armas, caso contrário haverá uma chacina" - proclamou ameaçando tornar a cidade de Benghazi, núcleo da conestação, uma "nova Falloudja" e uma "nova Tienamen".
(…)
Kadhafi não hesitou ao formular a ameaça de "purgar a Líbia casa a casa", para sufocar a revolta. "Poderemos utilizado carros de combate e aviões. Vamos começar esse trabalho esta noite" - declarou. Há testemunhos que se referem a ataques aéreos contra multidão, desde o início da semana.
(…)
O guia líbio tentou explicar o movimento de revolta (…): "São jovens que têm entre os 16 e os 18 anos. Imitam o que se passou na Tunísia e no Egipto. […] Uma minoria doente esconde-se nas cidades e dá dinheiro aos jovens para os impelir a esses actos" - afirmou, evocando várias vezes jovens "drogados", tal como antes fizera o sei filho Saïf Al-Islam. A seguir, Kadhafi evocou também os "barbudos" [de] "uma minoria terrorista que quer transformar a Líbia num emirato".

1 comentários:

josé manuel faria disse...

Khadafi com uma linguagem que colocaria Estaline na prateleira dos meninos de coro.

E todos se ajoelham aos pés do "Deus" Líbio!