23/03/11

... e eu já estou a ver os habitantes das grutas a correrem à pedrada os recenseadores do INE

Ficam assim excluídos do conceito de pessoa sem-abrigo:
· As pessoas a viverem em edifícios abandonados;
· As pessoas que, não tendo um alojamento que possa ser classificado de residência habitual, no momento censitário estavam presentes em alojamentos colectivos como hospitais, centros de acolhimento com valência residencial, casas de abrigo, etc…
· As pessoas que, apesar de não terem uma residência habitual, no momento censitário se encontravam em alojamentos de amigos ou familiares;
· As pessoas a viverem em abrigos naturais, por exemplo grutas.


Uma pergunta. E não se pode, por exemplo, exterminar os tipos que pensam e escrevem estas coisas?
[cheguei ao conhecimento de tão extraordinários conceitos aqui]

7 comentários:

P.A. Lerma disse...

fax ista fac simile

a tentar tirar o emprego a meio milhão de burocratas e professores

se vive em gruta não é sem abrigo

pode ser morcego
mas abrigo tem

pessoas a viver nos telhados e em casota de cão são
masoquistas

mas não sem abrigo

sem abrigo é preguiçoso

quem abre uma toca no chão
ou mora no esgoto

é exótico ou excêntrico

nã é sem abrigo

um sem umbigo

Miguel Serras Pereira disse...

E ainda se esqueceram de precisar que ficam também excluídos do conceito de pessoas sem abrigo aquelas que, no momento censual, estiverem com o guarda-chuva aberto ou na posse desse abrigo, ainda que fechado ou provisoriamente inutilizável por dano não comprovadamente irreversível.

Bem aparecida, Ana

miguel (sp)

Anónimo disse...

D. Ana,

acho-a ridícula e rastejante.

João Lisboa disse...

E há mais...

http://lishbuna.blogspot.com/2011/03/pensando-melhor-em-grutas-so-devem.html

Ana Cristina Leonardo disse...

Anónimo das 10:01, espero que depois de ter dito de sua justiça o dia lhe tenha corrido melhor. Não há como descarregar a bílis! Um bem-haja também para si.

Anónimo disse...

30.000 recenseadores foram recrutados com a perspectiva de fazerem horas ao fim do dia e os fim-de-semana entre Março e Abril. Actualmente temos recenseadores no campo 8 ou mais horas por dia, muitos a trabalhar no campo à noite e chegam a casa ainda têm horas de trabalho burocrático para cumprir.


Dos 700 euros, que dividido pelas horas em perspectiva tinha por referência o salário mínimo, muitos vão ter de descontar uns 100 euros para transportes, e o número acrescido de horas necessárias para dar resposta à metodologia de trabalho imposta pelo INE resulta num retribuição de cerca de 1 euro à hora. Menos de metade do valor de referência do salário mínimo. Engano! Exploração!


Este blog pretende reunir os recenseadores do INE numa plataforma de discussão, protesto e reivindicação.

protestocensos@gmail.com
http://www.protestocensos2011.blogspot.com/

benjamim machado disse...

ainda sobre os censos, chamo a atenção a esta questão:

http://bombaliberdade.blogspot.com/2011/03/exige-substituicao-da-pergunta-32-dos.html

um abraço a todos