08/11/11

Do cinismo do regime chinês à sinização da UE

Um dos traços distintivos das sociedades europeias é, sem dúvida, o conjunto de liberdades e direitos universais que uma série de movimentos populares e democráticos conseguiu, através de lutas seculares, impor como outras tantas restrições às classes dominantes e às tendências espontaneamente totalitárias da organização capitalista.

Do mesmo modo, o traço distintivo fundamental da ofensiva capitalista e oligárquica em curso é o projecto de liquidação desse legado.

Deste ponto de vista, não podemos deixar de considerar natural e lógica a incriminação pelas autoridades chinesas dos direitos sociais e liberdades dos cidadãos comuns europeus. Na realidade, lidas com atenção, as declarações de Jin Liqun são uma manifestação de apoio do regime chinês aos governantes da UE e às suas "austeritárias" e tão sínicas como cínicas políticas anti-laborais e antidemocráticas. Do mesmo modo que estas últimas políticas são um serviço prestado pelas oligarquias governamentais da UE à repressão pelo regime chinês das reivindicações imediatas e da exigência de direitos e liberdades de tradição europeia, a que recorre a resistência dos seus trabalhadores precarizados e muitas vezes reduzidos a uma condição semi-servil, privados das liberdades e dos direitos (ainda) mais ou menos constitucionalmente consagrados na zona-euro.

10 comentários:

Anónimo disse...

Ao mesmo tempo que o PIB chinês cresce(u) em média 10% nos últimos 30 anos, o aumento do seu orçamento militar atinge um nivel de aumento de 15% na última década.Tornando-se a primeira economia exportadora do Mundo, desde 2010, a China acumula excedentes astronómicos em divisas estrangeiras, da ordem dos 4 triliões de dólares,e tem uma expansionista política de investimento industrial e mineiro em vários continentes, especialmente em África( Central, Grandes Lagos, Angola),América do Sul, Médio Oriente e em vários países asiáticos,Birmânia, Vietname, Indonésia, principalmente. Faz frente a iguais designios da Russia de Poutine, em muitas dessas paragens ricas em minérios e capacidade agricola. Para não falarmos do enroscado jogo de Go que desenvolve com os USA e a União Europeia. A China tarda em aderir à OMC, por forma a estabilizar e corrigir o dumping social e monetário em que vive mergulhada. Como frisa uma grande especialista da China,Valérie Niquet," o regime pode ser classificado de liberal-leninista, o liberalismo tentando fazer acreditar que pode salvar e permitir a sobrevivência do leninismo ...". O antigo grande correspondente do Financial Times em Pequim, Richard McGregor, que tem um livro da sua prolongada estadia, reflecte também no " Leninismo...de Marcas e Mercado " em que se transformou a China. Jean-Luc Domenach, um sinólogo abalizado e heterodoxo, diz que, ao contrário dos japoneses- com a sua super-economia de qualidade- transformaram-se hoje em preguiçosos- os chineses ainda acreditam em meia-bola-e-força, aconteça o que acontecer...Se a U.E.se estilhaçar, a China pode tentar " comprar " os portos de Sines e Salónica, estratégicos para a sua expansão económica na Europa e Norte de África. E tentar dividir para reinar, adquirindo/copiando aos europeus os protótipos mais rentáveis, entre outros, da astronáutica, bio-medicina e da física nuclear... sonhando com o futuro. Sobre as últimas do "estado" da União,Merkl e Sarkozy, a braços com reeleições muito complicadas para 2012,não sabem para que lado se devem virar,mas a hipótese alternativa de Fischer/Cohn-Bendit para a Federação/ E.U. da Europa pode ter hipóteses e criar uma renovada esperança ao bloco de centro-esquerda, multipartidário,na Europa.Claro, uma alternativa não se constrói por decreto nem pela vontade de estados-maiores por mais livres e inteligentes que sejam, como sabemos.Niet

Anónimo disse...

Ao mesmo tempo que o PIB chinês cresce(u) em média 10% nos últimos 30 anos, o aumento do seu orçamento militar atinge um nivel de aumento de 15% na última década.Tornando-se a primeira economia exportadora do Mundo, desde 2010, a China acumula excedentes astronómicos em divisas estrangeiras, da ordem dos 4 triliões de dólares,e tem uma expansionista política de investimento industrial e mineiro em vários continentes, especialmente em África( Central, Grandes Lagos, Angola),América do Sul, Médio Oriente e em vários países asiáticos,Birmânia, Vietname, Indonésia, principalmente. Faz frente a iguais designios da Russia de Poutine, em muitas dessas paragens ricas em minérios e capacidade agricola. Para não falarmos do enroscado jogo de Go que desenvolve com os USA e a União Europeia. A China tarda em aderir à OMC, por forma a estabilizar e corrigir o dumping social e monetário em que vive mergulhada. Como frisa uma grande especialista da China,Valérie Niquet," o regime pode ser classificado de liberal-leninista, o liberalismo tentando fazer acreditar que pode salvar e permitir a sobrevivência do leninismo ...". O antigo grande correspondente do Financial Times em Pequim, Richard McGregor, que tem um livro da sua prolongada estadia, reflecte também no " Leninismo...de Marcas e Mercado " em que se transformou a China. Jean-Luc Domenach, um sinólogo abalizado e heterodoxo, diz que, ao contrário dos japoneses- com a sua super-economia de qualidade- transformaram-se hoje em preguiçosos- os chineses ainda acreditam em meia-bola-e-força, aconteça o que acontecer...Se a U.E.se estilhaçar, a China pode tentar " comprar " os portos de Sines e Salónica, estratégicos para a sua expansão económica na Europa e Norte de África. E tentar dividir para reinar, adquirindo/copiando aos europeus os protótipos mais rentáveis, entre outros, da astronáutica, bio-medicina e da física nuclear... sonhando com o futuro. Sobre as últimas do "estado" da União,Merkl e Sarkozy, a braços com reeleições muito complicadas para 2012,não sabem para que lado se devem virar,mas a hipótese alternativa de Fischer/Cohn-Bendit para a Federação/ E.U. da Europa pode ter hipóteses e criar uma renovada esperança ao bloco de centro-esquerda, multipartidário,na Europa.Claro, uma alternativa não se constrói por decreto nem pela vontade de estados-maiores por mais livres e inteligentes que sejam, como sabemos.Niet

Icterícia Maoista? disse...

Caspa de Lon Nol?
Num mundo de recursos diminutos
e 600 milhões de toneladas de aço chinoca por annum

há o realismus e o sinismus

olha o perigo amarillo oh kaiser Guilherme

A china quer o Pireu disse...

E Sines para exportar para...deixa cá ver ondé que Sines e Salónica vão dar?

se já nem a Grécia se mexe
vão comprar salónica para 10 anos de greves e barbatana de tubarão a encher-se de mofo

iste há cada uno

Quem viu o regime em 48 disse...

nas portas do cerco

e quem o vê hoje

é mais democrático que o Marcelismo-Soarista ou a frança de Léon Blum

Semi-servil? disse...

O pessoal dos recibos verdes está assim devido ao excesso de direitos de outros (gajos em baixas sucessivas durante dois anos ou três
e processos em tribunais até à reforma dos litigantes ou à falência do empresário-patrão de 20 e senhor de nenhum

A mina de Jales e a do Pintor fecharam porque?
vamos prá greve.....

20 anos a uns centos de quilos
dava umas toneladas de $

e emprego em Oliveira de Azeméis

eles cedem aqui há ouro....

mas o patronato tirou os cobres e lixou-se pró ouro

capitalistas de merda
nã quiseram arriscar os cobres

O problema é que só somos bons trabalhadores disse...

Quando trabalhamos por uma miséria na terrA dos outros

trabalhar por 150 contos aqui?

na Alemanha ganho 2000 marcos
e gasto só 1600
e trago um Mercedes em 3ªmão

Uma coisa gira disse...

é que portugueses que se despedem são raros (excepto aqueles da banca e da engenharia civil que iam para onde lhes pagasse mais)

um alemão ou um americano não gosta do trabalho e vai-se

Deve ser por sermos semi-servis disse...

Que os suiços emprestam às empresas checas e aos hotéis gregos

mas não dão nem um franco para as empresas do Vale do Ave
(apesar de um gajo do Vale do Ave ser gestor de empréstimos do UBS

mas o cabrão do português anda a emprestar a gregos e outras anémonas e num nos empresta a nóis?

Os emigrantes que paguem a dívida? disse...

5 milhões de emigrantes portugueses com poupanças de 40 mil eurros em média
(alguns só têm 5000 outros têm 50 milhões)

deve dar mais de 200 mil milhões

se dantes investiam cá
agora que tãao velhos podiam dar-nos a grana...

é o raciocínio daquele moço...

lembrei-me Doar-te Limas